O 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, será totalmente virtual esse ano, seguindo o protocolo de segurança. O legal dessa edição, é que todo o país tem a oportunidade de conhecê-la. Nesta edição, a Novos Olhares dá uma atenção especial ao resgate de um passado que deixou feridas e ausências – destacando a força do cinema em sua relação com o indivíduo e o enxerga como possibilidade de acesso, memória e cura. Trazendo seis títulos inéditos no país. Confira:

O festival começa em grande estilo com uma produção coletiva, em vários sentidos. O filme escolhido para abrir a 9ª edição do Olhar de Cinema é o brasileiro Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, que une encenações e improvisos de sete artistas de rua de São Paulo, expondo a permanência de antigos preconceitos de gênero e raça. O longa foi selecionado para o Cinelatino Rencontres de Toulouse, mas não chegou a ser exibido por causa da pandemia de Covid-19.

Diretamente da mostra Forum do Festival de Berlim deste ano chega o novo documentário do Romeno Radu Jude, Letra Maiúscula, que volta ao país de 1981 e resgata a história do adolescente Mugur C?linescu que, com apenas suas palavras, protestava contra o governo de Ceau?escu e a manipulação da história oficial. Da Forum, chega também O que resta / Revisitado, de Clarisse Thieme, que usa o experimentalismo para alcançar os crimes da guerra na Bósnia e Herzegovina nos anos 1990.

A coprodução Espanha/Suíça O Ano do Descobrimento, dirigida por Luis López Carrasco, chega dos festivais de Roterdã e Cinema du Reel, de onde saiu premiada. O filme volta às Olimpíadas de Barcelona e à Expo de Sevilha, em 1992, e apresenta as contradições da imagem internacional criada para o país e a realidade interna, com os protestos em Cartagena.

Pesadelos insistentes são a origem da busca pela história e por memórias em Pajeú, longa-metragem do brasileiro Pedro Diógenes, que foi exibido na competitiva internacional do FIDMarseille. Outro filme brasileiro que integra Novos Olhares é o documentário Agora, de Dea Ferraz, que busca desvendar a relação do corpo com as imagens e o cinema como ativador desse movimento.

Los conductos, de Camilo Restrepo, completa a seleção. A coprodução Colômbia/França/Brasil, inspirada em uma história real, fala de alguém atormentado pelo passado. O longa foi exibido na mostra Encouters da Berlinale.

Para maiores informações, acesse o site oficial.

O 9º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba acontece de 7 a 15 de outubro.