Vanessa Hudgens, nossa eterna Gabriella Montez de High School Musical está de volta na comédia romântica natalina que encantou de imediato os assinantes da Netflix em 2018, até mesmo catapultando o derivado espiritual Um Passado de Presente. Mas lá atrás, em A Princesa e a Plebeia, a simplicidade da trama esboçava o quão decidida e focada era a ideia de Michael Rohl, excluindo qualquer brecha para emplacar uma sequência. Estava redonda. Será que um segundo longa era realmente necessário?

Em A Princesa e a Plebeia – Nova Aventura, Margaret herda o trono de Montenaro e, por conta disso e de outros motivos pessoais, acaba rompendo o relacionamento com Kevin. Deste modo, a agora Princesa Stacy e todos os seus amigos devem fazer de tudo para que os dois reatem em meio à aparição de um novo interesse romântico da quase rainha e a conturbada chegada de Fiona, uma prima socialite que também é sósia de Margaret e esconde ambições obscuras quanto à coroa, tudo em clima natalino. Meio exagerado, não?

O problema dessa sobrecarga está no descaso com absolutamente todas as frentes do longa, principalmente nas conclusões individuais de cada ato. Há preguiça e pressa de sobra em resolver as subtramas. É tanta artificialidade e conveniência criativa que chega a ofender o espectador. A sequência não se garante nem mesmo na vertente cômica, recorrendo à farofeira do humor noventista, mas sem qualquer inspiração.

Hudgens ainda carrega o fardo de dar vida a uma terceira personagem, podendo ser essa uma de suas atuações mais embaraçosas — por culpa de um roteiro relapso e desvirtuoso. Ao menos Stacy e Margaret ainda têm gracejo, mesmo carecendo do mesmo brilho de 2018. Quando unem as três, os olhos reviram-se de tão insosso.

Mas quem fica no escuro mesmo é o elenco de apoio: Sam Palladio, Nick Sagar, a estreante Alexa Adeosun, Suanne Braun, Robin Soans, entre outros, estão todos lá da forma mais pincelada possível. Nem mesmo Lachian Niebor, que interpreta o novo interesse romântico vilanesco de Margaret, instiga alguma comoção. Um detalhe que vale ressaltar é um crossover inesperado que acontece nas cenas finais. Fãs de easter eggs, fiquem atentos.

No fim das contas, A Princesa e a Plebeia – Nova Aventura é uma sequência vazia e sem criatividade, que não traz um terço do encanto do filme de 2018 e empurra um “reshipp” que ninguém pediu. Não houve o devido cuidado que merecia, embora haja a confirmação de um terceiro filme. Será que ainda é possível salvar esse Natal?