Ang Lee trás a imersão prometida, com a produção em 60 quadros por segundo, contrariando a maioria dos outros filmes, que são filmados em 30 quadros, junto a técnica POV (Point of View ou Ponto de Vista em tradução livre) o resultado impressiona. Outra parte interessante foi o trabalho com os Smiths, jovem e velho, o método de rejuvenescimento digital de Lee foi bem aplicado.

As cenas de ação são bem trabalhadas, mostrando toda a destreza que faz Henry Brogan (Will Smith) ser único. Sua parceira Danny, interpretada por Mary Elizabeth Winstead, da equilibro e rumo a trama.

Até certa parte a emoção do personagem faz sentido ao se deparar com seu clone mais jovem, quem não ia ficar surpreso ao se ver mais novo? Smith entra em uma espécie de “consertar o tempo” tentar corrigir “sua vida” em seu clone.
Mas por conta do roteiro fraco o filme acaba perdendo seu potencial e caminha rumo ao clichê, a trama é mantida unida apenas por uma magia visual inteligente.

Projeto Gemini tem um visual de impressionar, mas por conta do seu roteiro se torna um filme de ação terrivelmente preguiçoso.

Estreia nos cinemas 10 de outubro de 2019