Nesta quarta-feira (15), Karen Gillan esteve em São Paulo, para divulgação do seu novo filme, Jumanji: Próxima Fase, que estreia 16 de janeiro nos cinemas. Após assistirmos o longa, conversamos com a Karen na coletiva de imprensa.

O que faz esse filme tão especial e diferente do filme anterior?

Neste filme nós temos como vocês sabem novas personagens no game, temos dois senhores idosos no corpo do Kevin Hart e do The Rock, que é Hilário muito divertido. Nós também temos outros níveis que não estão só na selva. Nós temos o deserto nós temos montanhas nevadas, e o principal é que eu uso nunchakus, o que é bem divertido porque eu nunca imaginei que eu pudesse ser capaz de fazer isso. Agora eu me sinto a Bruce Lee, não tão boa quanto ele. (Risos)

As cenas de ação ficaram ainda mais incríveis do que as do filme anterior, a que se deve isso? E nos conte algo engraçado das filmagens. 

Nós tivemos equipe de ação de ‘Missão Impossível’ nos treinando neste filme. Então eles disseram “você vai ser o Tom Cruise, você mesmo fará suas próprias cenas de ação”. Falei não acredito mas na verdade eu fiquei bem emocionada de tentar fazer o máximo possível das minhas cenas. Teve uma vez que eles me jogaram da Ponte na sequência dos mandris, eu estava com tanto medo que eu dizia, não vou conseguir fazer, porque eu estava presa nos cabos muito alto dentro do estúdio, e simplesmente um homem me jogou da ponte, das primeiras vezes eu não consegui eu parei de atuar porque eu fiquei em pânico. Finalmente eu consegui e isso realmente me deixou com muito medo também. Eu tive que aprender todas as sequências com o nunchaku e a dança luta então eu treinei muito porque foi algo bem difícil de chegar lá. Histórias engraçadas, os caras estavam sempre curtindo com minha cara porque eu tinha que pular das coisas e isso me deixa com medo. Eu tenho que fechar o olho e ir, e eles viviam me zoando porque eu tinha que pular disso. Eles são como irmãos mais velhos. Nós filmamos em lugares diferentes fomos ao Havaí, filmamos na selva que é um lugar bem úmido e bem difícil por causa dos mosquitos, e eu não uso muita roupa. O Kevin Hart tem pânico de animais, ele estava em pânico o tempo todo, então a gente via aquelas aranhasinhas, a gente pegava e colocava nele. Ele quase tinha um surto mental por causa das aranhas.

Qual a sua cena preferida nesta sequência? 

Minha cena preferida provavelmente… sei lá é divertido quando estamos todos juntos como um elenco e todos são tão hilários, eu rio deles. Ah, uma cena muito divertida, quase no final quando estão com o Jurgen, o Brutal, e eu tenho que entrar em cena e fingir que eu sou a noiva dele. Eu achei que aquele era um momento bem engraçado para Marta como o personagem e também era bem dramático, tinha muitos figurantes e parecia quase como se estivesse numa peça teatral porque tinha uma multidão tão grande que eu me senti quase que voltando para as minhas raízes no teatro.

No primeiro Jumanji, você é era a única Avatar feminina, desta vez você tem a Awkwafina colocando muito humor na história, como foi ela entrando nesse time? E agora você está em dupla, duas mulheres tornando a equipe ainda mais interessante de avatares. 

Foi muito legal ter outra garota. Tinha sempre muita testosterona e os caras são demais, eles parecem meus irmãos. É maravilhoso eles me apoiam muito mas… ser a única mulher pode ser um pouco solitário porque você quer ter uma amiga com quem passar um tempo para conversar. Então quando eu soube que haveria uma outra mulher eu fiquei bastante empolgada, e quando eles escolheram uma atriz tão divertida, brilhante e engraçada, eu pensei, nós vamos ser amigas. Foi bem legal porque ter outra mulher do lado tem uma energia muito boa, é legal ter outra mulher, a Awkwafina é demais, ela é maravilhosa!

É interessante e divertido no filme o fato dos personagens poderem trocar de Avatar durante a história. Como foi a experiência para você na cena em que você interpreta o Avatar do Fridge? 

Eu adoro esse o conceito dentro do filme, eu acho que isso é o que faz o filme especial e singular comparado a outros filmes. Eu interpreto a mesma personagem nesse filme, o que eu gostei porque ela evoluiu muito desde o último filme ela era muito nervosa e tímida no primeiro e agora ele é um pouco mais líder. Mas aí eu tive a chance de interpretar outro personagem que foi bem legal e talvez a única vez na minha vida que eu vou interpretar esse tipo de papel e ser aceita, foi bem desafiador. Eu sou uma mulher escocesa então era bem diferente de mim interpretar esse adolescente americano que joga futebol americano, foi totalmente diferente para alguém como eu de onde eu venho. Então eu adorei essa oportunidade de poder interpretar algo tão diferente.

E como você se preparou para interpretar esse personagem, um adolescente jogador de futebol americano?

Felizmente nós temos as pessoas reais nas quais podemos moldar o nosso desempenho. Então você tem basicamente que imitar o que eles fariam naquela situação. Então eu tive o Jack para ler para mim as falas,  porque ele já tinha interpretado esse personagem antes, e o Ser’Darius que interpreta a versão adolescente do personagem, também leu as falas para mim, e eu meio que imitei o que ele fazia.

Como foi a sensação de trabalhar ao lado de dois grandes atores como Danny GloverDanny DeVito?

Eu não tive nenhuma cena contracenando com eles, infelizmente, eu os via claro, quando eles estavam fazendo o seu trecho do filme. Mas caramba, eles são lendas, são tão bons atores, é como se eu estivesse tendo uma aula de interpretação então eu tentei sugar tudo o que eles faziam para aprender, eles eram maravilhosos, mas infelizmente eu não tive a chance de contracenar com eles. Um dia eu espero que sim! Mas Kevin Hart e The Rock, incorporando aqueles dois foi hilário, eu me sentia como se estivesse interpretando com eles contracenando, porque as limitações foram ótimas. O Kevin Hart nesse papel quase me mata de rir. Eu falo sério, ele fez algo tão diferente dele próprio é muito legal vê-lo sob uma luz completamente diferente.

Como é contracenar cenas de ação com o Dwayne Johnson? 

Pode ser intimidante fazer sequências de ações com um cara que é o maior cara do mundo em tamanho, mas eles têm uma energia tão boa que ele é a pessoa menos intimidante do mundo em pessoa na verdade isso é extraordinário porque em teoria ele deveria ser o mais intimidante porque ele é um cara gigantesco mas a energia dele é muito legal, gentil, imediatamente você se sente à vontade tendo o apoio dele e ele apenas quer que você faça um bom trabalho é uma coisa ótima em contracenar. Em termos da minha preparação, trabalhei muito com correndo, eu detesto correr (risos) mas eu fiquei em forma para isso, eu tive que praticar os nunchakus por um mês eu vivia ficando com hematomas por causa deles e eu também bati no Nick Jonas, algumas vezes ele apanhou de mim com meu nunchakus um certo momento (desculpe). Foi difícil mas eu realmente gostei de fazer tudo isso, eu adoro me preparar e ficar em forma e ficar mais forte e depois eu fiz um outro filme de ação logo depois então eu já estava pronta e pronta pra isso então foi perfeito!

Se você pudesse escolher trocar o seu Avatar no próximo filme, por um personagem diferente, quem você escolheria? 

Eu adoraria interpretar um homem “machão”, seria tão divertido! De repente ele vai se sentir um objeto e vai dizer “nossa, eu não imaginava como era”.

Você e o elenco sempre estão se divertindo em cena, como foi poder voltar para o universo de Jumanji e estarem todos juntos novamente?

Foi muito legal voltar! A gente se sente como uma banda que se reune para tocar o segundo filme, finalmente depois de dois anos. Mas eu adoro trabalhar com esses caras, eles são demais e muito inspiradores, porque eles são também homens de negócios então eu sinto que estou aprendendo tanto sobre interpretação sobre cinema e também sobre ser uma pessoa que administra o império. É extraordinário vê-los trabalhando e ver como eles trabalham duro. Então eu adoro estar em torno dessa energia. Eu acho que todos nós gostamos muito da energia um do outro, é uma atmosfera muito divertida e criativa. Então foi muito legal voltar e desta vez também ao mesmo tempo que é hilário também é surpreendentemente e comovente, tem muita emoção no filme. Eu acho que isso vem do nosso diretor e roteirista, Jake Kasdan, ele é a arma secreta por trás de ambos os filmes, sem ele não seria o que ele é, ele entende que precisa chegar ao tom da comédia, da ação, da aventura, mas também a coisa mais importante é ter um arco emocional gratificante. É bem emocionante, você quase pode chorar no filme, eu estava chorando no filme, eu sabia o que estava acontecendo e chorei.

Se você pudesse escolher uma habilidade da sua personagem, para ter na vida real, qual você escolheria?

Eu acho que a “dança-luta”, você pode imaginar se eu começasse aqui a fazer uma “dança-luta”, vocês ficariam “o que?”. Seria uma coisa divertida para fazer festas depois de beber!

Todo o elenco é incrível, mas na sua opinião, quem é o mais engraçado?

“Sou eu!” (risos), o mais engraçado, o que é mais consistentemente hilário dentro e fora do filme, tem que ser o Jack, esse cara… o Kevin é hilário também, porque ele é um profissional de comédia de stand-up. Mas o Jack.. Ele nem tenta, ele é a pessoa mais engraçada que eu acho que eu já vi na vida. Ele canta o dia inteiro. Então é muito divertido estar perto dele, especialmente quando ele é interpreta a Bethany. E aí eu pensei nossa, isso é a coisa mais engraçada que eu já vi, a gente se divertiu muito!
Ele adora cantar, nos bastidores, a gente cantava até demais.

A entrevista termina com a clássica pergunta brasileira. Sim, a Karen vai experimentar caipirinha!