O ouriço azul mais famoso do mundo ganha seu longa e deixa para trás o medo de não ser bom.
No início de sua produção, a primeira versão do Sonic para o seu live-action desagradou muito o público que forçou a Paramount Pictures a repensar o visual do Sonic.

O longa é nostálgico do início ao fim, se você cresceu em frente aos games da Sega, essa live-action é um presente para você; com direito a sons originais do game e cenas feitas com o clássico 16 bits. Caso não, é uma conexão de gerações, como o próprio Jim Carrey falou em entrevista. 

Nos levando ao passado, o longa se passa em uma cidadizinha pacata “Green Hills”, onde tudo é tranquilo, sem grandes emoções vigiada pelo xerife Tom Wachowski (James Marsden), que está frustrado em Green Hills, por nada acontecer. Tem como maior objetivo, “salvar a vida de uma pessoa”. Desde que chegou ao planeta Terra, o Sonic vive nas sombras para sua proteção, o fazendo muito solitário. Ele observa a espreita todos os moradores de Green Hills, e tem o xerife Tom como “amigo” por ele ajudar a todos humanos e animais.

 

O filme de Jeff Fowler traz em cada personagem uma infelicidade atual dos nossos tempos; frustração e solidão.
Assim conhecemos o Doctor Robotnik, interpretado por Jim Carrey, que deu vida ao vilão de forma bem caricata, suas contorções físicas e verbais fazem o filme parecer remotamente animado. Seu objetivo é capturar o Sonic para experiências – um doutor mal compreendido feito de chacota durante toda sua vida, perde o tato humano e se vê compreendido apenas por maquinas.

Sonic com a voz original de Ben Schwartz, nos mostra a luta diária com sentimentos, que passa por todos os estágios até a perda do controle gerando a raiva – que dá o pontapé inicial na aventura, cruzando o caminho de Sonic, Tom e Robotnik.
O filme é narrado pelo Sonic, que logo no início o “rebobina”, se entende que é para transparecer sua velocidade, tecnicamente e narrativamente funciona bem.
Com um bom CGI e elenco, o ouriço azul nos coloca em uma aventura simples mas bem executada. Toda a motivação rodeia a amizade e família, e o impacto em nossas vidas.

Sonic e Tom juntos encontram o que cada um procurava, concluem a sua “lista da vida” com coisas simples, que muitas vezes não damos valor algum. A trama é bem simples mas recheada de boas cenas de humor, amizade e pitadas de nostalgia.

Sonic: O Filme estreia 13 de fevereiro nos cinemas