No dia 21 de maio de 1999, Matrix estreava nos cinemas brasileiros. 21 anos depois, podemos mensurar os impactos que o filme gerou em toda a indústria cinematográfica e as grandes referências e novidades que ele trouxe para a cultura pop.
O longa foi bastante inovador, tanto em seu roteiro quanto nos efeitos especiais utilizados. A princípio, Matrix fazia parte de uma trilogia, mas o quarto longa já está em desenvolvimento e será lançado em breve nos cinemas, contando com o retorno de Neo, vivido por Keanu Reeves. Em comemoração ao aniversário do filme, fizemos uma análise dos seus pontos fortes, provando que Matrix é um clássico com grande importância para a história da sétima arte. Confira:

Divulgação/Warner Bros.

Cyberpunk e o Novo Milênio

O subgênero de ficção científica já era representado por muitos títulos de peso, como Blade Runner – O Caçador de Andróides, O Quinto Elemento, entre tantos outros. Matrix nos apresenta um futuro distópico com um enredo tão bem embasado, que larga na frente de muitos outros representantes do gênero. O fundo filosófico que permeia a dúvida “será que tudo que vivemos é real? ”, aliado a uma estética e mitologia totalmente autorais, fizeram o filme agradar a uma infinidade de públicos: desde aqueles que buscavam uma história “cabeça”, até os que ansiavam por cenas de ação e efeitos especiais de primeiríssima qualidade. Quando Matrix foi lançado, a humanidade estava prestes a cruzar a fronteira do Novo Milênio, e a ansiedade coletiva (quem não se lembra do bug do milênio, ou das profecias de povos antigos sobre o Fim do Mundo) vivida à época do lançamento também contribuiu para que o contexto fosse bastante bem recebido.

Divulgação/Warner Bros.

Lutas coreografadas

As cenas de luta do longa são primorosamente bem executadas. O esforço foi tamanho, que o elenco treinou por quase seis meses, incansavelmente, para filmá-las. Quase todos os atores dispensaram dublês para estas sequências, coreografadas pelo especialista em artes marciais, o chinês Yuen Woo-ping. Apesar da prática já existir em Hollywood, Matrix popularizou esse tipo de cena em gêneros menos específicos. Antes mais presentes em filmes de artes marciais, as coreografias de luta podem ser vistas em outros tipos de longa: Capitão América: Guerra Civil, John Wick e Aves de Rapina são apenas alguns exemplos.

Divulgação/Warner Bros.

Cultura Hacker

Os mais jovens talvez não se lembrem, mas em 1999, a Internet Banda Larga era impensável no Brasil. Ela só surgiu aqui no ano 2000 e, mesmo assim, demorou bastante para se popularizar. Tendo acesso somente à conexão discada, a figura do Hacker era quase mitológica por aqui – quem tinha nas mãos algum conhecimento sobre informática, era motivo de louvor e curiosidade. O filme soube explorar muito bem esse imaginário, uma vez que Neo, antes de alcançar o status de O Escolhido por Morpheus e sua turma, era um programador que, nas horas vagas, trabalhava ilegalmente, invadindo computadores e roubando dados.

Divulgação/Warner Bros.

Estética e influência na Moda

Os figurinos do filme são um capítulo à parte de sua história, e o tratamento das imagens na edição final também. O filme preza por cores com pouca saturação, técnica utilizada em muitos outros filmes de ficção científica mais recentes. Tons de verde e azul, aliados ao visual all black dos protagonistas, contrastam com objetos importantes do longa, como as pílulas azul e vermelha, da escolha de Neo. O couro e o vinil influenciaram figurinos como o do primeiro X-Men, lançado logo depois – de fato, virou tendência! Óculos inspirados nos usados pelos personagens também foram lançados, prova de que sua estética foi inserida na cultura de forma muito marcante.

Divulgação/Warner Bros.

Efeito Matrix (Bullet Time)

Posteriormente explorada à exaustão por Hollywood, a técnica intitulada Bullet Time foi criada especialmente para Matrix. O efeito que vemos na cena em que Neo desvia das balas, e o mundo ao seu redor parece “congelar”, foi revolucionário na época. Reproduzida em outras produções cinematográficas, video games e eventos por aí, a técnica consiste em uma centena de câmeras, lado a lado, que capturam a cena em vários ângulos, podendo reproduzir todos os quadros em uma sequência que “passeia” lentamente em um único momento captado. Mesmo que a clássica cena tenha sido alvo de sátiras, a técnica ainda é utilizada com frequência.

Esses são apenas alguns motivos que fazem de Matrix um marco para a história do cinema mundial. Você também curte os filmes já lançados da trilogia? Qual é o seu preferido? Conte pra gente nos comentários!